quinta-feira, 13 de novembro de 2008

DOIS ATOS DO FIM DE UMA PAIXÃO

O sentido negro que a tua voz emprega,
sobre os nossos sonhos agora suprimidos,
do nosso passado agora só nos resta,
apenas os lamentos do ”nunca ter vivido”.

O meu pedido foi a verdade pura,
por favor, não vá! Te implorei em gemido.
Humilhante e zombeteiro foi o primeiro ato,
encerrado elegante com teu partir sorrindo.

O nosso show começa quando a cortina desce
a platéia some com o verbo surgindo.
Com os rostos limpos a verdade impera
a encenação já não faz mais sentido

O teu pedido foi a verdade pura,
por favor me deixe! Num pedido aborrecido.
A tua companhia pra mim já não interessa,
vergonha e tristeza há muito estão me consumindo.

E eu parti contente sozinho pelo mundo,
Podendo ser melhor do que realmente era
Serenamente o último ato encerrando,
com a mais simples e gostosa das quimeras!

domingo, 9 de novembro de 2008

DE FRENTE PRO NADA


Sentado a beira do rio,
de frente pro nada,
pois mais nada importa...

A bruma que vaga,
o vento que leva,
o som do silêncio
que sinto passar.

Saudades que eu sinto,
da cor dos teus beijos,
do sabor dos teus olhos,
do teu sorriso gostoso a insinuar.

Pecados calientes
na minha mente vazia,
sonhando sozinha,
escoando pro mar.

Verdades lacradas,
mentiras abertas,
maresia batendo
pra me despertar.