quinta-feira, 13 de novembro de 2008

DOIS ATOS DO FIM DE UMA PAIXÃO

O sentido negro que a tua voz emprega,
sobre os nossos sonhos agora suprimidos,
do nosso passado agora só nos resta,
apenas os lamentos do ”nunca ter vivido”.

O meu pedido foi a verdade pura,
por favor, não vá! Te implorei em gemido.
Humilhante e zombeteiro foi o primeiro ato,
encerrado elegante com teu partir sorrindo.

O nosso show começa quando a cortina desce
a platéia some com o verbo surgindo.
Com os rostos limpos a verdade impera
a encenação já não faz mais sentido

O teu pedido foi a verdade pura,
por favor me deixe! Num pedido aborrecido.
A tua companhia pra mim já não interessa,
vergonha e tristeza há muito estão me consumindo.

E eu parti contente sozinho pelo mundo,
Podendo ser melhor do que realmente era
Serenamente o último ato encerrando,
com a mais simples e gostosa das quimeras!

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