Havia muito tempo
no meu peito amargo,
necessidade de ver-te assim feliz!
Mas por quê espelho ingranto
não refletes a felicidade da alma?
Mostra-me somente a minha cara amarga,
quedas de cachaça
e rasteiras da vida...
Sentimentos concretos,
irrefletíveis num rosto tão abstrato.
Havia muito tempo que a vontade de publicar as "coisas" que eu escrevo, vivia perturbando e frustando a minha vida. Após várias tentativas em formatar um livro e enveredar pelo mundo das letras desistia pelo medo da forma de como iriam receber, perceber e interpretar as minhas composições. Hoje, através desta ferramenta tecnológica, virtual, solitária e expansiva, oferto a vocês as minhas criações, para que possam apreciar, comentar e quem sabe recomendar!
sexta-feira, 16 de maio de 2008
MORENA QUE PASSA
Morena que passa e que olha,
mas que por orgulho não vê,
que o seu desprezo não é nada
perto do meu amor por você.
Morena que passa imponente,
com esse corpo estonteante,
enche meus olhos de desejo
como as marés de lançante.
Quero tudo de você ó morena!
Adoro teus cabelos-cipós,
amo teus lábios de Iracema.
Teu sorriso preamar é de amar,
teu jeito de pureza, inocência.
Teus olhos, pérolas do mar, Iemanjá, morena.
mas que por orgulho não vê,
que o seu desprezo não é nada
perto do meu amor por você.
Morena que passa imponente,
com esse corpo estonteante,
enche meus olhos de desejo
como as marés de lançante.
Quero tudo de você ó morena!
Adoro teus cabelos-cipós,
amo teus lábios de Iracema.
Teu sorriso preamar é de amar,
teu jeito de pureza, inocência.
Teus olhos, pérolas do mar, Iemanjá, morena.
FILHO DO NORTE
Meu coração de guerreiro,
de brasileiro festeiro,
trabalhador costumaz,
se envolve com essa vida
tão injusta, decidida
em nos fazer sofrer demais.
Meu coração de Cabano,
luta corajosamente,
faz revoluções no querer.
Vou querendo e nessa lida,
só quero o melhor que a vida
tem a nos oferecer.
Sou amapaense sem sorte,
sou mais um filho do norte
devoto de Nazaré.
Sou índio, sou negro, sou branco,
fantocheado por uns "santos"
que abusam de nossa fé...
Rogai por nós São José!
de brasileiro festeiro,
trabalhador costumaz,
se envolve com essa vida
tão injusta, decidida
em nos fazer sofrer demais.
Meu coração de Cabano,
luta corajosamente,
faz revoluções no querer.
Vou querendo e nessa lida,
só quero o melhor que a vida
tem a nos oferecer.
Sou amapaense sem sorte,
sou mais um filho do norte
devoto de Nazaré.
Sou índio, sou negro, sou branco,
fantocheado por uns "santos"
que abusam de nossa fé...
Rogai por nós São José!
RESSACA
O mar que minha alma banha,
passa em minha mente
com vagas brancas e lentas
quando estou em paz.
Mas se algo me faz sofrer,
o mar da alma se enfurece,
meus pensamentos tornam-se tormentas,
a cabeça não pensa
e o corpo padece,
e meu mar amanhece
com violenta ressaca!
passa em minha mente
com vagas brancas e lentas
quando estou em paz.
Mas se algo me faz sofrer,
o mar da alma se enfurece,
meus pensamentos tornam-se tormentas,
a cabeça não pensa
e o corpo padece,
e meu mar amanhece
com violenta ressaca!
PIRACEMA DE ÓDIOS
Quando o meu amor utópico
desfez-se em álcool
e somente em um gole
eu o consumí,
minha vida tornou-se
um rio de revoltas
e uma piracema de ódios
tomou conta de mim.
Magoava por prazer
a quem me amava,
entre obsessão e cólera
me dividí,
perdí a família, perdí os amigos,
quando a piracema de ódios
tomou conta de mim.
desfez-se em álcool
e somente em um gole
eu o consumí,
minha vida tornou-se
um rio de revoltas
e uma piracema de ódios
tomou conta de mim.
Magoava por prazer
a quem me amava,
entre obsessão e cólera
me dividí,
perdí a família, perdí os amigos,
quando a piracema de ódios
tomou conta de mim.
MISTÉRIOS
Nesta terra redonda
que roda e enrola
a linha do destino,
pairam mistérios
sobre a vida e a morte.
Nos olhos de um homem
no fim do espaço
se esconde a verdade
da criação do infinito
onde seu fim nunca foi visto
e o seu começo também.
que roda e enrola
a linha do destino,
pairam mistérios
sobre a vida e a morte.
Nos olhos de um homem
no fim do espaço
se esconde a verdade
da criação do infinito
onde seu fim nunca foi visto
e o seu começo também.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Sol de Agosto
Ainda é sol de agosto,
dezembro não tarda trazendo chuva consigo.
Meus amigos vão passando
e eu cada vez mais sozinho.
Pouca alegria, pouco amor, muita dor,
de tudo o que eu gosto muito pouco...
E ainda dizem que vaso ruim não quebra fácil!
Talvez não quebre mesmo,
mas que racha, racha!
dezembro não tarda trazendo chuva consigo.
Meus amigos vão passando
e eu cada vez mais sozinho.
Pouca alegria, pouco amor, muita dor,
de tudo o que eu gosto muito pouco...
E ainda dizem que vaso ruim não quebra fácil!
Talvez não quebre mesmo,
mas que racha, racha!
Contradição?
Você vive me pedindo
que eu lhe dê mais carinho.
desculpa meu amor,
mas eu só sei amar sozinho!
Você insiste em querer
me ouvir dizer, "te amo"!
desculpa meu amor,
eu prefiro o ditado que diz:
"Em boca fechada não entra mosca"!
que eu lhe dê mais carinho.
desculpa meu amor,
mas eu só sei amar sozinho!
Você insiste em querer
me ouvir dizer, "te amo"!
desculpa meu amor,
eu prefiro o ditado que diz:
"Em boca fechada não entra mosca"!
CONSIDERAÇÕES SOBRE OS MEUS POEMAS
Existem várias formas, vários motivos que me levam a compor os meus poemas. Mas o certo é afirmar que tudo o que eu escrevo é a expressão daquilo que estou sentindo, daquilo que estou vivendo. Sendo assim, gosto de classificá-los de "Poemas Existenciais"! Curtos, longos, diretos, interpretativos, sempre dependendo da cauda do cometa...
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